Portal Padrão Barra de Identidade Visual do Governo Federal na Internet - APLICAÇÃO do Governo Brasileiro

Técnico em Meio Ambiente

Modalidade: Educação à Distância + 1 noite presencial por semana no campus.

Requisitos: Ensino Fundamental Completo

Calendário 2017 – Meio Ambiente

Manual Meio Ambiente

O entendimento das questões ambientais em sua mais ampla dimensão e o propósito de progredir em direção a um desenvolvimento que seja sustentável levaram a um afloramento de conflitos que até então não haviam se revelado. De acordo com o IBAMA (2006), existem conflitos nas relações entre segmentos sociais com interesses diferentes, conflitos na ocupação do território e na utilização dos recursos, conflitos na definição de responsabilidades de cada um.

Neste cenário, colocou-se em questão o modelo de desenvolvimento econômico vigente, iniciando-se a busca por um modelo alternativo de desenvolvimento que permita estimular o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, que promova a manutenção e melhoria da qualidade de vida. Desta maneira, busca-se o caminho rumo ao desenvolvimento sustentável, ou seja, um caminho de progresso social e econômico que visa satisfazer as necessidades das gerações presentes sem comprometer as gerações futuras.

A proposição deste novo modelo de desenvolvimento passa a exigir a adoção de uma nova postura da sociedade em relação ao meio ambiente, incorporando a noção de responsabilidade ambiental. Visando esta mudança de paradigma, intensificaram-se o processo de formulação e implementação de políticas públicas ambientais, instituindo instrumentos de preservação e recuperação da qualidade ambiental.

A Constituição Federal de 1988 foi a primeira a dedicar um capítulo específico ao meio ambiente. Assegurou no Art. 225 o direito a todos os cidadãos ao meio ambiente equilibrado. Importantes leis de caráter ambiental foram promulgadas como: a Lei Federal n. 6938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente; a Lei Federal n. 9433/97, conhecida como Lei das Águas; a Lei Federal n. 12651/12, o novo Código Florestal; a Lei Federal n. 9605/98, denominada Lei de Crimes Ambientais; a Lei Federal n. 12.305/10, que estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos; Resoluções do CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente); entre outras.

No âmbito do Estado do Paraná, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) exerce importante papel para que resoluções e políticas públicas que estabelecem normas e padrões de uso dos recursos naturais e demais atividades sejam executadas e cumpridas.

Desta maneira, com a ampliação dos instrumentos legais, a legislação brasileira tornou- -se uma das mais completas do mundo. No entanto, isso não foi e não é suficiente para alterar completamente o quadro de degradação ambiental que se estabeleceu no país durante anos. Muitos problemas ambientais são observados, sobretudo devido ao comportamento da sociedade, que se coloca alheia ao ambiente; à negligência dos poderes públicos locais; ao uso abusivo dos recursos pelas empresas e às dificuldades de fiscalização de órgãos federais, estaduais ou municipais, inerente à incipiente demanda profissional. No Paraná, foram identificadas 21 áreas vulneráveis a danos ambientais e prioritárias na conservação da biodiversidade, dentre as quais 14 são consideradas de extrema importância biológica, sendo que oito destas áreas estão localizadas na bacia Litorânea, devido à presença dos ambientes da Floresta Atlântica e dos Manguezais. Em segundo lugar, de acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes, 2007), estão as bacias do Iguaçu e Tibagi, mais precisamente nos ambientes de Floresta de Araucária e Campos Naturais. Todas essas áreas são afetadas pelas diversas atividades socioeconômicas que tendem a gerar um quadro de conflitos pelo uso dos recursos e pela ocupação territorial, como também de degradação ambiental. Estudos locais também apontam nessa direção, por exemplo, Aragão et al (2014) verificaram os riscos de impactos ambientais por uso e ocupação dos territórios nas Áreas de Preservação Permanente, ao redor do município de Paranaguá, observando que os manguezais são os mais atingidos.

Ainda considerando o uso e ocupação do solo, o Estado do Paraná, como todo país, lida com os impactos causados pela agricultura convencional, que promove o desmatamento de grandes áreas para as monoculturas da soja, algodão, entre outras. Esse cenário é a realidade paranaense, do Brasil e do Mundo. E na busca por mudanças e novos modelos sustentáveis, expande-se a necessidade de gestores e técnicos ambientais capacitados que possam atuar promovendo as políticas ambientais que estimulam o uso responsável dos recursos e, ao mesmo tempo, garantam o desenvolvimento socioeconômico.

Neste contexto, o Curso Técnico em Meio ambiente objetiva formação de profissionais capacitados a desenvolver e aplicar novas tecnologias e métodos para o uso racional dos recursos naturais, integrando ferramentas de preservação do meio natural, geração de renda, desenvolvimento econômico local e conscientização ambiental, respeitando as características culturais do Paraná e do Brasil.
Objetivo:

O Curso Técnico em Meio Ambiente objetiva a formação integral de profissionais com inserção junto aos diversos setores produtivos locais e regionais, atuando com ética frente às inovações tecnológicas, colaborando na avaliação e gerenciamento de conflitos e promovendo soluções para minimizar e/ou remediar seus efeitos.

Objetivos específicos:

Oferecer aos estudantes oportunidades para construção de competências na sua formação integral, na perspectiva do mundo da produção e do trabalho, bem como na melhoria da sociedade na qual ele vivencia.

Capacitar os estudantes a exercerem atividades profissionais de nível médio técnico na área ambiental como colaboradores na implementação de Sistemas de Gestão Ambiental e Planejamento Ambiental; como membros de equipes multidisciplinares na Análise de Impactos Ambientais e na construção de medidas mitigadoras e de prevenção; como colaboradores na elaboração e execução de projetos de Educação Ambiental e como auxiliares na gestão sustentável dos recursos naturais e elaboração e execução de Projetos Ambientais.

Possibilitar a avaliação, reconhecimento e certificação de conhecimentos adquiridos na educação profissional, inclusive no trabalho, para fins de prosseguimento ou conclusão de estudos.

Perfil do egresso

O Técnico em Meio Ambiente é o profissional com visão sistêmica do meio ambiente, e atua buscando soluções para os conflitos gerados pela interação do homem com o ambiente. Tem habilidades de comunicação e de trabalho em equipe multidisciplinar, atuando em ambientes naturais, urbanos e rurais, nas esferas: pública, privada ou em organizações não governamentais. Age com ética profissional, sustentabilidade, flexibilidade e responsabilidade socioambiental. Atua em atividades ligadas às questões ambientais, possuindo uma formação que estimula o desempenho de ações que visam à preservação do meio ambiente, respeitando a cultura e a história local.

Este profissional sabe fazer uso racional dos recursos naturais; executa planos de ação e manejo destes recursos de forma crítica, criativa e sustentável, bem como estabelece controle e tratamento dos resíduos poluentes gerados pelas atividades humanas, contribuindo para o desenvolvimento de projetos e ações que visam diminuir as desigualdades sociais, através da educação e da inserção das comunidades nas atividades produtivas sustentáveis.

De acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, são atividades do profissional técnico em meio ambiente: a coleta, o armazenamento e a interpretação das informa- ções, dados e documentações ambientais; a colaboração na elaboração de laudos, relatórios e estudos ambientais; o auxílio na elaboração, acompanhamento e execução de sistemas de gestão ambiental; a atuação na organização de programas de educação ambiental, de conservação e preservação de recursos naturais, de redução e de reciclagem; a identificação das intervenções ambientais, análises de suas consequências e operacionalização da execução de ações para preservação, conservação, otimização, minimização e remediação dos seus efeitos.